VGBL + PGBL com restituição IR reinvestida + INSS · valores líquidos de IR
Simule sua aposentadoria com previdência privada. Configure saldos de VGBL e PGBL, ajuste aportes mensais e veja quanto você terá de renda líquida mensal, já descontando IR pela tabela regressiva e considerando o benefício do INSS. Atualizado em março de 2026 com valores vigentes do INSS e tabela de IR.
1. Configure seus dados na aba "Meus Dados": saldos atuais de VGBL e PGBL, idade, idade desejada de aposentadoria, destino dos aportes e premissas econômicas.
2. Ajuste os parâmetros na aba "Simulador": aporte mensal, alíquota de IR, benefício do INSS e expectativa de vida.
3. Analise os resultados que atualizam em tempo real: renda mensal projetada, montantes acumulados e gráfico de evolução patrimonial.
Seus dados são salvos automaticamente no navegador (localStorage). Você pode exportar e importar um arquivo JSON na aba "Meus Dados" para backup ou trocar de dispositivo.
| VGBL | PGBL | |
|---|---|---|
| Declaração de IR | Simplificada ou completa | Completa (obrigatório) |
| Dedução no IR | Não | Sim, até 12% da renda bruta |
| IR na saída (regressivo) | Sobre o rendimento | Sobre o valor total |
| Indicado para | Quem já esgotou o limite de 12% ou usa declaração simplificada | Quem faz declaração completa e quer o benefício fiscal |
O simulador projeta mês a mês o crescimento dos saldos VGBL e PGBL. A cada mês, o saldo rende pela taxa nominal (retorno real + IPCA, via equação de Fisher) e recebe o aporte mensal conforme o destino configurado.
O aporte mensal é corrigido anualmente pelo IPCA para manter o poder de compra constante.
A economia de IR do PGBL (aporte anual x alíquota marginal x % reaportado) é adicionada ao saldo PGBL ao final de cada ano, simulando o reaporte da restituição.
(1 + retorno real) x (1 + IPCA) - 1
Exemplo: retorno real de 6% + IPCA de 5,87% = taxa nominal de ~12,22% a.a.
Calcula a renda mensal usando a fórmula de anuidade (PMT) com o saldo acumulado, a taxa de retorno no consumo e o número de meses até a expectativa de vida:
Renda = Saldo x r / (1 - (1 + r)^(-n))
Onde r = taxa mensal nominal no consumo e n = meses de consumo. O patrimônio é consumido integralmente até a idade final.
Aplica a alíquota regressiva configurada (default 10%, para planos com mais de 10 anos):
| Prazo de acumulação | Alíquota |
|---|---|
| Até 2 anos | 35% |
| 2 a 4 anos | 30% |
| 4 a 6 anos | 25% |
| 6 a 8 anos | 20% |
| 8 a 10 anos | 15% |
| Acima de 10 anos | 10% |
O benefício do INSS é tributado pela tabela progressiva mensal, com faixas corrigidas pela inflação projetada:
| Faixa (base 2025) | Alíquota |
|---|---|
| Até R$ 2.428 | Isento |
| R$ 2.428 a R$ 3.254 | 7,5% |
| R$ 3.254 a R$ 4.325 | 15% |
| R$ 4.325 a R$ 5.340 | 22,5% |
| Acima de R$ 5.340 | 27,5% |
| Investimento | Retorno real histórico | Perfil |
|---|---|---|
| Poupança / CDB curto | ~2–3% a.a. | Conservador |
| Tesouro Selic / Prev. renda fixa | ~3–5% a.a. | Moderado-baixo |
| NTN-B / Prev. multimercado | ~5–6% a.a. | Moderado |
| IMA-B 5+ (NTN-B longa) | ~6–7% a.a. | Moderado-alto |
| Ibovespa / Fundos de ações | ~6–8% a.a. | Arrojado (alta vol.) |
Fontes: BCB, IBGE, Anbima, B3 · Dados de 2000–2024
Para a fase de consumo, recomenda-se retorno mais conservador (3–5% real) para reduzir o risco de sequência de retornos negativos.
O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite deduzir as contribuições da base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta anual. Na saída, o IR incide sobre o valor total resgatado. É indicado para quem faz declaração completa do IR.
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não oferece dedução no IR, mas na saída o imposto incide apenas sobre os rendimentos (e não sobre o valor investido). É indicado para quem usa declaração simplificada ou já esgotou o limite de 12% do PGBL.
Sim. Quando você deduz os aportes ao PGBL do IR e reaplica a restituição no próprio plano, cria um efeito de juros compostos sobre o benefício fiscal. Ao longo de 20-30 anos, esse reinvestimento pode representar 15-25% a mais no patrimônio acumulado, dependendo da alíquota marginal e do retorno do fundo.
Este simulador calcula exatamente esse impacto, mostrando separadamente o "extra acumulado" gerado pelo reaporte do benefício fiscal.
A renda mensal é calculada pela fórmula de anuidade (PMT): divide-se o patrimônio acumulado em parcelas mensais que zeram o saldo até a expectativa de vida, considerando que o dinheiro continua rendendo durante a fase de consumo.
Por exemplo: com R$ 2 milhões acumulados, retorno real de 4% a.a. no consumo e 20 anos de aposentadoria, a renda mensal bruta seria de aproximadamente R$ 12.100. Descontando IR, o líquido fica menor — esse simulador calcula isso automaticamente.
Depende da renda mensal desejada, do retorno esperado e da expectativa de vida. Uma regra prática: para uma renda perpétua (sem consumir o principal), multiplique a renda mensal desejada por 300. Para R$ 10.000/mês, seriam R$ 3 milhões.
Na prática, como este simulador considera o consumo do patrimônio até a expectativa de vida, o valor necessário é menor. Use o simulador para encontrar a combinação de aporte mensal e prazo que atinge sua meta.
Depende do perfil do fundo. Historicamente no Brasil (2000-2024):
Para a fase de consumo (aposentadoria), recomenda-se usar um retorno mais conservador (3-5% real) para proteger contra a sequência de retornos negativos, que é o maior risco ao retirar dinheiro mensalmente.
A tabela regressiva é um regime tributário onde a alíquota de IR diminui quanto mais tempo o dinheiro permanece no plano. Começa em 35% (até 2 anos) e cai para 10% (acima de 10 anos). É a opção mais vantajosa para quem investe a longo prazo.
A alternativa é a tabela progressiva (mesma do salário), que pode ser melhor para quem planeja resgatar valores baixos mensalmente. Este simulador usa a tabela regressiva, configurável na aba "Meus Dados".